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O governador Mateus Simões (PSD), que “transferiu” a capital de Minas para Barbacena, anunciou, nesta segunda-feira (27/4), o fechamento do hospital “Colônia”, de Barbacena, que já foi conhecido como o maior “sanatório” do país. Com a mudança nas práticas de tratamento em saúde mental, o espaço passou por mudanças e agora conta com poucos pacientes internados, que não têm um lar para retornar.

“Nós, do governo do estado e apoio da prefeitura, vamos desativar definitivamente a estrutura do Colônia. Entre os dias 18 e 25 de maio, ainda estamos discutindo a data, vamos passar um ‘cadeado’ nessa fase da história de Barbacena. As últimas 12 pessoas que não tem família e seguem internadas serão transferidas para outras instituições”, afirmou o governador.

O local, que tornou-se símbolo de graves violações de direitos humanos ao longo do século 20 pelo tratamento dado às pessoas com transtornos mentais, já tinha encerrado suas operações há muitos anos, e agora será realizado o fechamento definitivo do espaço.

Para Simões, o fim do hospital deixa a visão antiga sobre as instituições de internação de pessoas com necessidade de atendimento em saúde mental e reabre os debates em torno da necessidade de internação dessas pessoas, que, na avaliação de Simões, muitas vezes terminam morando em ruas por causa de uma visão equivocada da internação psiquiátrica.

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