A Polícia Militar de Minas Gerais, através de nota enviada a imprensa, informou que o Carnaval 2026 em Barroso transcorreu de forma amplamente pacífica, resultado direto do planejamento estratégico, do policiamento ostensivo qualificado e da integração entre os diversos atores envolvidos na organização do evento.
Todavia, a Polícia Militar destaca que, de forma preventiva, o Comandante do 2º Pelotão recomendou formalmente que fosse evitada a execução de músicas de percussão repetitiva, tais como funk, hip hop e congêneres, haja vista que tais estilos musicais, além de não guardarem identidade com o carnaval tradicional, frequentemente se associam a contextos de violência, consumo abusivo de bebidas alcoólicas e uso de drogas ilícitas, combinação que potencializa significativamente o risco de conflitos generalizados e desordem social.
A pertinência dessa recomendação encontra fundamento concreto em episódio recente, e de extrema gravidade, ocorrido em edição anterior da caminhada alcoológica, quando um homicídio chocou a cidade e gerou ampla repercussão negativa quanto à segurança do evento, reforçando a necessidade de adoção rigorosa de medidas preventivas e de controle.
Não obstante as orientações técnicas da Polícia Militar, verificou-se que, ao longo de todos os dias do carnaval, houve execução predominante de músicas do gênero funk, em desacordo com as diretrizes preventivas recomendadas pela polícia militar e consignadas em Ata de reunião assinada pelos envolvidos na organização. Tal cenário atingiu seu ápice durante a caminhada alcoológica do domingo, evento que, à exceção do trio elétrico da cantora Ana Gouveia, apresentou repertório quase exclusivamente composto por funk, assumindo características que o aproximaram muito mais de um verdadeiro baile funk ambulante a céu aberto do que de um bloco carnavalesco tradicional, o que elevou sensivelmente o risco à ordem pública.
Diante desse contexto, será encaminhado Relatório Técnico ao Ministério Público de Minas Gerais, noticiando a reiterada inobservância das recomendações operacionais da Polícia Militar, bem como advertindo acerca dos riscos concretos à ordem pública decorrentes da resistência em seguir diretrizes preventivas, com o objetivo de aperfeiçoar o planejamento de eventos futuros, mitigar riscos e evitar reincidências.

