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29ª Mostra de Cinema de Tiradentes começa nesta sexta-feira (23), dando início ao calendário de eventos do audiovisual brasileiro. Com uma programação inteiramente gratuita que vai até 31 de janeiro, o evento apresenta 137 filmes em pré-estreia, de 23 estados, distribuídos em mostras temáticas e competitivas. Neste ano, em um momento em que o cinema nacional tem destaque internacional com filmes como “Ainda estou aqui” e “O agente secreto”, o tema será “Soberania imaginativa”, e propõe um olhar sobre a autonomia criativa e a diversidade de vozes no cinema brasileiro. A mostra também faz uma homenagem à atriz, roteirista e diretora Karine Teles.

Como explica a coordenadora da Mostra de Tiradentes, Raquel Hallak, o tema foi escolhido como retrato do tempo atual. “A ideia é trazer essa reflexão para a gente pensar na palavra soberania, que voltou a organizar o debate público, mas mostrando que ela também diz respeito ao campo da cultura: um país sem imaginação é um país sem futuro”, explica ela. A ideia é que esse tema norteie os debates e as reflexões da Mostra, reunindo filmes que vão mostrar as possibilidades de liberdade de criação, com um cinema mais inventivo e mais arriscado, que muitas vezes não tem espaço no circuito mais comercial.

Esse é justamente o papel que ela acredita que uma mostra de cinema deve ter: reunir produções que representam a diversidade da produção do Brasil e reconhecer a força criativa que faz parte deste momento atual. “O tema ilustra muito bem essa proposta de a gente apresentar que cinema é esse tão diverso, tão criativo e tão inventivo, que muitas vezes ainda é desconhecido do grande público”, diz. Exemplo disso foi a estreia de Kleber Mendonça Filho na Mostra Aurora, dentro do festival, com seu primeiro longa-metragem chamado “Crítico”, muito antes do sucesso de “O agente secreto”. “No discurso do Globo de Ouro, ele fala sobre a importância de olhar para jovens realizadores, e essa é uma mostra que reúne os jovens realizadores, não só pela idade, mas porque aposta no início de carreira. Acho que tem sido este o desafio nosso: acompanhar essas transformações mas sem perder a identidade do evento, que nasce com propósito de ser grande aliado do cinema brasileiro, oferecendo espaço de formação, reflexão, exibição e difusão, mas também um espaço de encontro, trocas e escuta”, destaca Raquel.

 

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