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O diretor da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São João del Rei foi afastado do cargo neste sábado (17) após denúncias de assédio sexual, segundo a Prefeitura. De acordo com o Executivo, foi aberta uma sindicância administrativa para apurar os fatos.

A atitude do município ocorreu depois que uma médica da unidade registrou um boletim de ocorrência na Polícia Militar (PM), na última quinta-feira (15). Ela denunciou assédio por parte do dirigente desde outubro de 2025 e relatou que recebeu ameaças de morte.

Um grupo de 30 médicos que trabalha na UPA também enviou à Prefeitura, na sexta-feira (16), um ofício no qual denuncia ‘gravíssimas e inaceitáveis condutas’ do diretor da unidade.

Uma portaria publicada neste sábado determina a abertura de uma sindicância para apurar as denúncias e também estabelece o afastamento do diretor por até 60 dias, com o objetivo de “preservar a apuração dos fatos”.

Em nota, a Prefeitura de São João del Rei informou que as apurações estão em andamento, dentro dos trâmites legais e conforme a legislação vigente, e que não compactua com práticas de assédio ou qualquer conduta irregular. Leia a nota na íntegra abaixo.

Em nota, a Polícia Civil informou que apura a ocorrência e que, devido à natureza sigilosa da investigação, outras informações serão repassadas em outro momento. A reportagem tenta contato com a defesa do acusado.

Ao g1, a advogada da médica que registrou um boletim de ocorrência com a denúncia afirmou que “vai se manifestar apenas judicialmente ou perante órgãos oficiais”.

Médica denuncia pedido de diretor para trabalhar de biquíni

Segundo o boletim de ocorrência, a médica relatou aos policiais que o então diretor fez comentários e pedidos de cunho sexual durante o período em que trabalharam juntos. Ela também afirmou que recebeu ameaças de morte e sofreu coações.

Em um dos episódios, ele teria solicitado que ela fosse trabalhar de biquíni. Também sugeriu o uso de uma cor diferente a cada dia da semana. Ainda conforme o registro da PM, o diretor teria dito que a médica deveria trabalhar nua em determinado dia e procurá-lo.

Em outras ocasiões, ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o homem teria pedido para ver as partes íntimas da profissional e feito comentários sobre os seios dela.

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