PAZ NO HAITI

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Desde novembro passado a cidade de Dores de Campos, através de Nicholas Rafhael Moura de Paula e Silva, vem sendo representada na Missão de Paz, que o Brasil faz periodicamente no Haiti, país da América Central.

Nicholas, que tem 21 anos e começou a cursar Física pela Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), é soldado do 11º Batalhão de Infantaria de Montanha-Regimento Tiradentes, 11BI de São João del Rei. Junto ao Brasil, mais 23 países fazem parte da Missão de Paz que já dura cerca de 10 anos e sofre alterações no contingente de seis em seis meses.

Porto Príncipe, capital do Haiti, é a cidade em que o dorense vive hoje. Na oportunidade, Nicholas teve a chance de conhecer outros países. “A cada 40 dias trabalhados, em média, todo militar tem um tempo de arejamento para descansar e tirar um pouco da rotina de trabalho. Em meus arejamentos, conheci a República Dominicana e o Estados Unidos da América”, diz. Questionado sobre as dificuldades encontradas em solo haitiano, o dorense tenta descrever os momentos difíceis. “Nesses longos cinco meses já passados nessa Missão, o que mais me emociona são as crianças haitianas. Por mais dificuldades que elas passem estão sempre sorrindo e se divertindo. Eu sinto uma enorme satisfação quando eu entro em um campo de desabrigados para fazer algum patrulhamento e todas as crianças vêm em nossa direção para brincar, se divertir, receber carinho. Você observa no fundo do olhar de cada criança que elas estão verdadeiramente se sentindo protegidas pelo Exército Brasileiro e isso traz uma grande sensação de missão cumprida e satisfação por fazer um povo tão sofrido um pouco mais feliz”, ressalta Nicholas que vive uma rotina sem destino no Haiti. “A cada dia é necessário visitar novas vias urbanas com o intuito de manter a paz”, diz.

O dorense está com os dias contados em sua Missão e suas expectativas para o retorno ao Brasil são as me-lhores possíveis. ”Quando sair deste país, para retornar para a minha casa, vou sentir que cumpri o meu dever e, por menor que seja, sei que coloquei mais um tijolo para ajudar na reconstrução do Haiti e também serei bem recebido no Brasil”, finaliza Nicholas.