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O cidadão acima, recém derrotado candidato a reeleição para mais um mandato como presidente dos Estados Unidos da América, recebeu dos americanos a justa rejeição para seu orgulho e imponência. O povo americano, tanto nas urnas como no colégio eleitoral lhe deu bomba. Ou seja, com larga desvantagem reprovou sua atuação no cargo, preferindo em seu lugar o candidato do partido Democrata. É lógico que, como todo político em qualquer parte do mundo, tem aprovadores e, quanto pior é o político no cargo para o qual foi eleito, mais fanáticos são seus apoiadores. No caso do ex-presidente Trump, ao longo dos quatro anos no cargo, insistiu “insistentemente” que a eleição em dois mil e vinte seria fraudada, mas não apresentou qualquer prova ou evidência do que afirmou até o fim.

Sua rejeição pelo povo americano foi um justo castigo para sua soberba, pela sua imponência, pela sua apresentação como se fosse um soberano. Apenas a título de recordação, cito algumas de suas prepotências:

1.O caso de assassinatos de homens negros por policiais brancos, nos quatro anos de seu mandato como presidente, fato que não gerou qualquer protesto do presidente mas fervilharam protestos da população, com os cartazes “Black Lives Matter”, “Vidas negras são importantes”.

2.E a estúpida medida de construção de um muro na fronteira dos Estados Unidos com o México para impedir a imigração de cidadãos mexicanos e latino-americanos para os Estados Unidos, obra cara e não concluída até agora.

3.Em vez de apoiar e financiar a OMS (Organização Mundial da Saúde), Trump retirou os Estados Unidos da organização. Em contrapartida sua atuação como presidente para diminuir os efeitos da COVID-19 foi das piores, em comparação com a de outros chefes de estado no mundo.

4.Idem com relação ao acordo mundial de Paris para controle pelas nações da emissão de monóxido de carbono pelas indústrias. A América caiu fora desse acordo e continua envenenando o meio ambiente mundial e aumentando o aquecimento global.

5.Por último, mas não último (porque deveriam ser citadas outras ações do ex-presidente) é constrangedor e desabonador para o povo americano, o incentivo do ex-presidente para a invasão à força dos seus apoiadores ao Capitólio, sede do poder legislativo americano, da qual resultaram pelo menos 4 mortes, vários feridos e muitas prisões. E para concluir o ex-presidente, ao se despedir da nação, fez questão de afirmar que “continuaremos a nos encontrar”, independente do que pode resultar do processo de Impeachment que o senado americano deve instaurar com o objetivo de impedir que ele volte a se candidatar nas eleições de 2024 para o mesmo cargo do qual acaba de ser afastado.
Como brasileiros, resta-nos esperar que Joe Biden seja um presidente como os seus muitos antecessores, menos o último, que tenha uma visão mais democrática, social e humana para que a América volte a ser a nação que foi durante mais de duzentos anos. Como diz o hino dos USA, “God save America”.

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