Mais cidades da Zona da Mata discutem medidas para enfrentar atrasos nos repasses do Governo de MG

Uma decisão pode comprometer o salário de professores municipais de algumas cidades da Zona da Mata. Prefeitos e representantes de pelo menos 10 municípios se reuniram nessa terça-feira (7), em São João Nepomuceno, para discutir medidas para enfrentar os atrasos nos repasses de recursos do Governo de Minas Gerais.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF-MG) para saber se há previsão de quando a dívida com os municípios mineiros será quitada e aguarda retorno.

De acordo com a Associação Mineira de Municípios (AMM), os atrasos somam a 7,6 bilhões.

Os municípios presentes na reunião fazem parte da Associação dos Municípios da Micro-Região do Vale do Paraibuna (Ampar), do Consórcio Intermunicipal de Especialidades (Ciesp) e/ou do Consórcio Multifinalitário do Vale do Paraibuna (Cimpar).

Segundo o presidente do Ciesp, Wellington Rodrigues, os municípios vão repassar aos professores, a partir de agosto, apenas o valor que estiver disponível no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A medida pode reduzir o salário a 60% do valor do vencimento atual.

Rodrigues informou que estão sendo tomadas medidas judiciais para que os municípios recebam os valores que estão em atraso. Ele destacou que tão logo as prefeituras recebam os recursos, os professores serão compensados e terão os valores restituídos.

Participaram da reunião representantes dos municípios de Bicas, Rochedo de Minas, Maripá de Minas, Guarará, Mar de Espanha, Chiador, Descoberto, Pequeri, São João Nepomuceno e Senador Cortes. A medida anunciada é válida para as cidades que fazem parte dos consórcios.

Em um outro protesto há 15 dias, Barroso também se fez presente. Confira aqui!