A “CPI” deve seguir, ou não?

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Conforme divulgado com detalhes no Jornal Barroso em Dia, o Prefeito Reinaldo Fonseca (PSDB) pediu o encerramento ou arquivamento da CEI – Comissão Especial de Inquérito, recém-instaurada na Câmara de Barroso, conhecida como “CPI”.

Em síntese, duas “CPIs” foram instauradas: uma para apurar processos licitatórios da administração anterior, que teriam sumido, e outra para investigar possíveis irregularidades ocorridas em eventos deste ano.

Particularmente, não sou a favor desse método. Por desconhecer os objetivos corretos, já no momento da instalação a imagem das pessoas se danifica, são condenadas antes mesmo da avaliação dos fatos. Isso não é bom.

No entanto, uma vez instaurada, não há mais como recuar. Só me resta apoiar, assim como correu na CPI da “Pipoca e algodão doce” que, aliás,até hoje ainda não tomei conhecimento do relatório conclusivo. 

É evidente que o pedido do Prefeito precisa ser avaliado pela Casa, mas os vereadores precisam entender que o compromisso deles não é com o Prefeito, nem com a Prefeitura, é com a população e com os eleitores que os conduziram ao Legislativo.

Todos os documentos precisam ser avaliados, com o olhar justo, inclusive aqueles que o Prefeito entregou no dia 29 de abril ao Presidente da Câmara, o vereador Eduardo Pinto.  A clareza dos atos públicos é baseada em documentos, não em belos e longos discursos.

Enquanto as festividades de Carnaval, Reveillon, exposições, Ceclans, e outros, não forem completamente terceirizadas, e sem interferência de funcionários públicos, as polêmicas prevalecerão.

A partir de agora, executivo e legislativo devem se atentar mais para a necessidade do diálogo, da comunicação e da valorização da transparência.

A falta de diálogo e de transparência levam as pessoas a conflitos desnecessários. Muitos passam a entender as coisas de acordo com a sua própria imaginação.

por Luiz Moreira

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