FALTA UM PROMOTOR FIXO EM BARROSO

Felipe Amantéa

A Justiça de Barroso vem sofrendo com um problema enfrentado em muitos municípios mineiros: a falta de um Promotor de Justiça fixo na cidade. Até hoje, desde a saída do primeiro e único Promotor fixo, Willian Garcia Pinto Coelho, há dois anos, Barroso não tem um responsável titular. 

A tarefa desse representante do Ministério Público é defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis. No momento, a Promotoria barrosense está divida entre três Promotores de Justiça de São João del Rei, os doutores Lauro Henrique Schimansky Sodré, Bruno Lucena Barbosa e Felipe Guimarães Amantéa. Os Promotores estão presentes ao menos uma vez por semana para atender as demandas de Barroso. Na segunda-feira é o Dr. Lauro; na terça-feira o Dr. Felipe; e na quarta-feira o Dr. Bruno.

Segundo o Dr. Felipe Guimarães Amantéa, a não existência de um promotor fixo pode trazer prejuízos para a cidade. “Por mais que os cooperadores se esforcem, eles têm suas responsabilidades nas comarcas em que são titulares, mas, pelo menos no que tem pertinência aos processos judiciais, o serviço em Barroso está praticamente em dia. Já as demandas extrajudiciais estão sendo resolvidas na medida do possível”, conta.

Ainda de acordo com o Dr. Felipe, a cooperação de toda a cidade é fundamental para um trabalho bem feito. “O Ministério Público conta com o apoio da sociedade barrosense e dos veículos de comunicação local, sobretudo, no combate ao crime organizado e na fiscalização da aplicação do dinheiro público pelos gestores porque precisam ser enfrentados com inteligência, total integração das forças policiais e apoio da sociedade, para que sejam vencidos”, afirmou.

Não existe previsão de quando haverá um promotor titular em Barroso, mas concursos em andamento em Minas Gerais podem mudar essa situação em breve. A Promotoria de Justiça de Barroso atende ao público todos os dias da semana, de 12h às 18h.

 

Maria Cecília – Estagiária – UFSJ