Clube da Vovó, há 25 anos fazendo a alegria da terceira idade

Todas as tardes de terça-feira, das 14 às 16h, um seleto grupo de senhoras barrosenses, na casa dos 40 aos 70 anos, se reúnem para trocar experiências, bater um bom papo e, porque não, celebrar o bom da vida na “melhor idade”. Tais mulheres, a maioria mães e avós, constituem o conhecido “Clube da Vovó” que, neste ano, no último dia 17 de março, completou seus bem vividos 25 anos de história.

Atualmente, formado por cerca de 30 membros, o Clube da Vovó é presidido por Dirce Nascimento Cassemiro Lopes, 72 anos, que faz parte do grupo desde sua fundação, em 1993. “Havia uma senhora, a Dona Maria de Lurdes Resende, já falecida, que era de Ipatinga e veio de mudança para Bar-roso. Na época, ela teve a ideia e convidou um grupo de senhoras para que fundassem este clube na cidade, com o objetivo de ajudar pessoas mais idosas a ter mais qualidade de vida e sair de casa,” declara Dirce.odas as tardes de terça-feira, das 14 às 16h, um seleto grupo de senhoras barrosenses, na casa dos 40 aos 70 anos, se reúnem para trocar experiências, bater um bom papo e, porque não, celebrar o bom da vida na “melhor idade”. Tais mulheres, a maioria mães e avós, constituem o conhecido “Clube da Vovó” que, neste ano, no último dia 17 de março, completou seus bem vividos 25 anos de história.

As atividades do clube incluem passeios, caravanas para eventos religiosos, aulas de crochê, corte e costura, além da comemoração de datas sazonais e festas de aniversário das integrantes.  “Ano passado fomos até à Canção Nova. Elas queriam ir a Aparecida do Norte e no caminho de volta da viagem, paramos por lá e assistimos à pregação dos padres. A cada ano fazemos um passeio diferente,” conta a presidente. Para se tornar  membro do clube, basta fazer uma matrícula e pagar uma taxa mensal de R$ 10 para custear as atividades do grupo.

QUALIDADE DE VIDA

Para Maria José de Paula, 75, veterana no grupo, há mais de 20 anos, estar no clube é algo que faz parte de sua vida e para ela continua sendo um sonho. “Conheci o clube por meio do convite de uma amiga. Eu era muito tímida e não sabia como seria minha interação com as outras mulheres, mas decidi ir e estou aqui até hoje. Muita coisa que aprendi ao longo desses anos foi durante os encontros. Gosto de fabricar peças de ponto reto e ficar jogando conversa fora. É a melhor coisa do mundo quando nos reunimos. É uma maneira de envolver pessoas, porque se você fica só em casa, não tem comunicação. No clube, você conversa, faz amizades,” diz Maria. E não é só a terceira idade que marca presença durante os encontros. É o caso da Técnica de Enfermagem Tatiana Delfino, 37 anos, que após o falecimento da avó, que fazia parte do clube, deu continuidade ao legado e se juntou ao grupo há pouco mais de um ano.

“É muito gratificante fazer parte do clube, pois cada uma aqui tem uma história de vida e vai te encaminhando para se tornar uma pessoa melhor, cuidar da família e envelhecer com qualidade. Os encontros são uma distração. Aqui conversamos, motivamos umas às outras. Inclusive, temos um grupo no WhatsApp. Damos bom dia por lá, nos preocupamos quando alguém não vem. Para mim isto é uma família,” diz Tatiana.

Os encontros são realizados na casa da própria Dirce que, mesmo com a falta de espaço, faz questão de receber as amigas e manter viva uma tradição que faz diferença na vida de tantas barrosenses, proporcionando inclusão, diversão e aprendizagem. E que venham mais 25 anos!