Vamos valorizar nossa cidade! por Bruno Ferreira

Foto: Olhares de Barroso - Antonio Vinicio Pedrosa

Uma matéria intitulada: “Barroso se mantém no mapa de cidades turísticas de Minas Gerais”, publicada na última semana no portal barrosoemdia.com.br, levantou uma grande discussão nas redes sociais.

Com comentários infundados e muita ironia, barrosenses debocharam da conquista. O grande problema é que a gente precisa urgentemente saber preservar o que tem. Mesmo que não seja da nossa cultura, devemos crescer e saber valorizar nosso espaço, nosso terreiro, nossas tradições.

Barroso pode ainda não ser um pólo turístico de ponta, como sonhamos, mas existem atrativos e um povo muito receptivo que faz da nossa cidade sim um cartão postal. Só quem já morou por muitos anos fora daqui vai entender perfeitamente o que é sentir saudade da nossa cidade e dos seus lugares por mais simples que possam parecer.

E mais, por quantas cidades já não passamos e na oportunidade pudemos constatar que nossa Barroso é bonita demais! E é. É uma linda cidade, com uma rodoviária, um trevo e praças com arquitetura invejável. Uma cidade limpa, deveria ser mais, mas é limpa. Tem uma das praças, a Praça Sant´Ana, mais lindas do estado. Cachoeiras que cercam nosso município, enfim, um coletivo de opções que, repito, podem ser mais exploradas pelas administrações públicas, como por exemplo a Praça do Cruzeiro, o Ceclans, a Praça do Forninho, o Mirante da Torre de TV e por aí vai. Melhorias são, de fato, necessárias, mas saibamos reconhecer que moramos em uma bela cidade, muito nova ainda, que tende a crescer, mas que jamais deixou a desejar a outras do mesmo porte.

Portanto, antes de destilar sua ignorância e ódio pelas redes sociais, procure conhecer melhor e valorizar seu município e seus potenciais que podem ser mais explorados. E outra, nossa maior riqueza somos nós mesmos, povo organizado através de inúmeras associações, times, blocos, escolas e desportistas, ou seja, nossos maiores valores não estão à mostra como cartões postais, mas estão dentro de nós, na nossa capacidade de fazer diferente, ou seja, na nossa receptividade que transcende qualquer paisagem.

por Bruno Ferreira