UFSJ amplia ações de segurança em campi

Segurança envolvendo uma possível parceria com a Polícia Militar tem sido pauta em reuniões da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Uma delas aconteceu no dia 29 de setembro, quando representantes dos alunos seriam ouvidos. A informação foi divulgada pela Assessoria de Comunicação da instituição na quarta-feira passada, 21 de setembro, dias após dois assaltos acontecerem, em intervalo de poucas horas, nos arredores e dentro do campus Dom Bosco.

Os crimes causaram repercussão em redes sociais. “Até quando vamos estudar com medo?”, questionou uma internauta em um grupo virtual. O post recebeu mais de 630 comentários. Dentre eles, relatos de quem ouviu o desespero de vítimas assaltadas dentro da instituição no dia 13 de setembro. Por volta de 21h, duas jovens voltavam da biblioteca do Dom Bosco quando foram surpreendidas por dois homens que roubaram seus aparelhos celulares. Uma delas chegou a ser ameaçada com uma faca no pescoço. Poucas horas antes, por volta de 18h30, um rapaz teria sido assaltado por um casal no entorno do campus.

Polícia

Nos comentários em redes sociais, muito foi questionado sobre a ação da Polícia Militar nesses casos, considerando que os campi da UFSJ são classificados como “área federal”. “Por esse motivo, a PM só pode fazer intervenções internas com solicitação de representantes da própria entidade”, explica o assessor de Comunicação do 38º Batalhão de Polícia Militar, Denílson Dourado dos Santos. Ele frisa, porém, que a corporação pode ser acionada por qualquer cidadão. “Comparecemos ao campus no dia dessas ocorrências e registramos o boletim. Em situações como esta, em que a vítima entra em contato conosco, conversamos com os seguranças, por exemplo, para que tenhamos acesso ao local”, explica, lembrando que não há impedimentos para patrulhas da PM fora dos portões da universidade.

Dentro do campus, porém, é preciso haver um convênio entre o batalhão local e a instituição.

Ações

De acordo com o assessor de Comunicação da UFSJ, Bruno Leal, providências já têm sido tomadas nesse sentido.
“Fizemos contato com a Polícia Militar e estamos estudando uma parceria para patrulha entre prédios nos campi. Eles já contam com vigilantes motorizados que circulam por ali. Mas como essas áreas são extensas, o reforço se torna necessário”, diz.

Leal acrescenta, ainda, que houve aumento no número de vigias contratados para os ambientes internos e que obras para melhoria na iluminação dos espaços abertos já começaram.

As iniciativas se somam a campanhas de conscientização e segurança junto à comunidade acadêmica, que foi convocada para reuniões em que o assunto tem sido debatido. “Já realizamos encontros com professores e técnicos. Para esta semana, agendamos conversar com lideranças estudantis. O objetivo é chegar a soluções em conjunto e prover as melhores ações de proteção a todos”, finaliza.

Informações Gazeta de São João del Rei