Relatório da CPI da administração passada é reprovado na Câmara

Votaram contra o Relatório os vereadores que ficaram de pé, mais o Presidente da Casa

Ao contrário do relatório da CPI do Algodão Doce e Pipoca, que foi aprovado por unanimidade na Câmara, ou seja, todos os vereadores aprovaram a investigação, o relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI), o Projeto de Decreto 42/2016, referente as contas públicas da administração do ex-prefeito de Barroso, saudoso Arnô Napoleão, foi reprovado na Casa.

Por cinco votos a quatro, o documento de autoria do vereador Fernando Terra (PP), foi reprovado e será arquivado. A CEI foi composta pelo relator Terra, o Presidente Eduardo Pinto (PV) e o membro Jayminho (PPS).

Com um plenário tomado, na sua maioria “amarela”, votaram contra o relatório; Tonho img_4753(PSDB), Deléia Napoleão (PPS), esposa do falecido Prefeito, Jayminho (PPS), Zeca da Bicicletaria (DEM) e o Presidente da Câmara Kiko do Bedeschi (PHS), que desempatou a votação. Já os vereadores Eduardo Pinto (PV), Anderson de Paula (PP), Hélio Campos (PTB) e Fernando Terra (PP), votaram a favor.

Apesar de terem sido alertados pelo Presidente da Casa, o público presente se manifestou após a votação, aplaudiu e vibrou com a decisão de Kiko do Bedeschi, que o lado de Zeca, votaram junto com a chamada oposição.

Ao contrário das últimas discussões, quando houve pedido de vistas e muito bate boca entre os vereadores, a reunião ordinária aconteceu tranquilamente na Câmara Municipal, salve os aplausos e manifestações proibidos após a votação.

Os possíveis “desvios de verbas” são referentes à administração 2005/2008 e apesar de ser arquivado na Câmara, já é investigado, dividido em partes,  pela Promotoria, através do Promotor Público Pedro Estiguer, que mesmo com a votação contrária, pode pedir os documentos a Casa.

Uma série de denúncias constam na CEI da Câmara que tem depoimentos de ex-funcionários e pessoas ligadas a administração da época.

Na época, todas as denúncias foram levantadas pelos vereadores Rubinho, José Meneghim, Anderson e Tadeu do Bar, que encaminharam um dossiê completo para o Ministério Público de Minas Gerais.

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