Quadrilha de fraudadores do INSS em MG gera rombo de R$ 6,5 milhões

A Polícia Federal e a Previdência Social deflagraram nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Nenhures que investiga uma quadrilha de fraudadores do INSS em Minas Gerais e na Bahia, que causou prejuízo em torno de R$ 6,5 milhões aos cofres públicos. Foram cumpridos 10 mandados judiciais de prisão preventiva, quatro mandados judiciais de condução coercitiva e doze mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades mineiras de Betim, Contagem, Almenara e Palmópolis, além de Porto Seguro, na Bahia.

Oito pessoas foram presas em Almenara, uma em Contagem e outra em Betim. O inquérito foi instaurado em 2013 e a operação investiga fraudes desde 2006. Dentre os presos está um estudante de Direito, que já havia sido preso em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em outubro de 2015, durante a segunda fase da operação.

De acordo com a Polícia Federal, o estudante de direito seria o chefe da quadrilha. O suspeito estava em liberdade por força de um habeas corpus e um novo mandado de prisão foi expedido e cumprido nesta quarta-feira.

A continuidade dos trabalhos investigativos possibilitou a identificação de outros integrantes do grupo, que foram presos hoje e serão autuados pela prática dos crimes de estelionato qualificado e de formação de quadrilha. Se somadas, as penas para tais crimes podem ultrapassar 10 anos de prisão.

Como operava a quadrilha

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha investigada falsificava certidões de nascimento e óbito, além de documentos de identidade para obter, em sua maioria, benefícios de pensão por morte. Como consequência, os policiais passaram a monitorar processos de obtenção de tais benefícios.

Benefícios fraudados

De acordo com a Polícia Federal foram identificados entre 70 e 80 benefícios fraudados. Parte destes benefícios foi suspensa, mas alguns ainda estão sob investigação. Ainda segundo o a PF, os suspeitos presos mantinham um padrão de vida sem extravagâncias.

Detidos

Os detidos na operação prestam depoimento durante esta quarta-feira. Eles vão ser autuados por estelionato qualificado e formação de quadrilha. De acordo com a Polícia Federal, se somadas as penas de cada crime, os detidos, caso condenados, podem pegar mais de 10 anos de prisão.

Início das investigações

Na fase inicial da Operação, em agosto de 2015, foram realizadas cinco pessoas foram presas em flagrante em Mariana e Viçosa, ambas localizada em Minas Gerais. A Polícia Federal informou que a ação impediu saques que somariam cerca de R$ 70 mil relativos às primeiras parcelas de benefícios fraudados.

Informações Estado de Minas