O maior grupo de animais da Terra: Coleoptera

Figura 01: Padrão de cores de diferentes espécies de coleoptera

Mudando o foco dos meus primeiros textos, que trouxeram na sua maior parte temas socioambientais, esse aqui traz informações, digamos puramente biológica, um relato estilo naturalista do século XVIII.

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Figura 02: Uma espécie de Caruncho (Família Curculionidae)

Apresento a vocês a ordem Coleoptera, um grupo de insetos que reúnem os besouros, joaninhas, serra-paus, vaga-lumes, carunchos etc, com cerca de 250 mil espécies. Para se ter uma ideia, hoje no mundo foram descritas um pouco mais de 2,5 milhões de seres vivos, entre plantas, fungos, bactérias etc, portanto podemos dizer que os besouros dominam o planeta.

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Figura 03: Broca-do-café Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867)

São cores e tamanhos variados (Figura 01), variando de milímetros a mais de 15 cm. Dentro da ordem a família que se destaca é Curculionidae (carunchos etc) (Figura 02), que inclui espécies pragas como o moleque-da-bananeira, a broca-do-café (Figura 03).

Apesar das perdas na agricultura provocada por esses insetos, muitas espécies são úteis, como as joaninhas (Família Coccinellidae) (Figura 04) que atuam no controle biológico de pulgões (pragas da couve, morango, frutos cítricos etc), isto é, comem esses insetos e assim diminuem a incidência das pragas, um inseticida natural, porém sem efeitos nocivos ao ambiente e a saúde humana, e com custo zero, sendo apenas necessário manter áreas florestadas juntos as áreas de cultivo.

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Figura 04: Diferentes espécies de coleoptera denominados popularmente de joaninhas

Também são importantes na polinização, aeração e fertilização do solo, os “rola-bosta” (Scarabeídeos) (Figura 05), biologia forense (determinação no tempo de morte de um cadáver) e alimentação humana.

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Figura 05: Um “rola-bosta” coleoptera da família Scarabaeidae

São adorados na cultura do Egito antigo, e é fácil ver joias na forma de scarabeídeos (escaravelhos) ornando os sarcófagos ou inscrições referentes ao “deus Khepra”. Vale a pena ressaltar que esse grupo de besouros não são predadores e muito menos se alimentam de gente (como retratado no filme “A múmia”).

Assim como todas as formas de vida do planeta, os coleoptera são vitais a diferentes ecossistemas, inclusive os agrícolas, então devemos pensar muito antes de “pisar” em um deles.

 

Por Marcos Magalhães