O Coprocessamento na indústria cimenteira é ou não prejudicial à saúde?

Foto: Carol Reis

Começaram as discussões sobre a liberação para a queima de resíduos perigosos e nocivos ao meio ambiente, como forma de combustível alternativo, na Fábrica de Cimento de Barroso.

A experiente equipe técnica da LafargeHolcim garante manter o controle da emissão de poluentes na atmosfera, respeitando os limites estabelecidos pelas leis ambientais. E que, para isso, a empresa possui equipamentos sofisticados e de alta tecnologia.

Entretanto, com opiniões opostas, vários ambientalistas afirmam que o coprocessamento em indústrias cimenteiras, mesmo controlado, gera poluições tóxicas perigosas para o meio ambiente e à saúde da população, causando uma série de doenças, principalmente o câncer e problemas respiratórios.

De um lado, a equipe técnica da LafargeHolcim garante não haver perigo à saúde pública, devido a eficiência no controle. De outro lado, tarimbados ambientalistas afirmam que, mesmo controlado, o perigo persiste. E no centro das experientes opiniões divergentes estamos nós, leigos cidadãos barrosenses, preocupados.

As prioridades para a indústria do cimento são o meio ambiente e o desenvolvimento auto-sustentável, confirmado através do vídeo apresentado no 50º Comitê com a Comunidade. Mas, é evidente que a saúde humana está em primeiríssimo lugar. Neste caso, não pode haver dúvidas.

No dia 20 de março haverá uma reunião da equipe técnica da LafargeHolcim com os médicos de Barroso. É fundamental e indispensável a participação desses profissionais, inclusive de um oncologista, conforme sugerimos no último comitê. Afinal de contas, em se tratando de saúde pública ninguém melhor que o médico para nos orientar.

O assunto é bastante complexo e cheio de obstáculos, o que exige muito estudo. Contudo, apesar das dificuldades e das enormes barreiras, um grupo de pessoas, motivadas pela Dra. Débora Nogueira, está participando, acompanhando e avaliando, com muita responsabilidade e sensatez, as vantagens e desvantagens do coprocessamento em Barroso, porém, priorizando o que é, indiscutivelmente, mais valioso: a saúde humana.

por Luiz Moreira