Nosso sonho acabou!

Nosso Leicester acabou! E o nome do time inglês, símbolo do futebol no último ano, por ser uma equipe modesta que conquistou o campeonato na terra da Rainha de forma surpreendente, pode ser substituído por sonho.

Sim, nosso sonho acabou!

A Chapecoense, time da cidade de Chapecó, com pouco mais de 200 mil habitantes, que praticamente nasceu para o futebol nos últimos anos, fez o mundo parar diante da maior tragédia esportiva.

Nesta terça-feira, 29 de novembro, o voo com destino a Medelin, na Colômbia, com 77 tripulantes, incluindo a delegação da equipe, caiu e matou 71 pessoas. Apenas, cinco sobreviventes, entre eles, três jogadores que disputariam à final da Copa Sulamericana, a primeira decisão internacional do time de Santa Catarina.

Players of Brazil's Chapecoense celebrate after defeating Argentina's Independiente in a penalty shoot-out during their Sudamericana Cup match at the Arena Conda stadium, in Chapeco, Brazil, on September 28, 2016. / AFP / NELSON ALMEIDA (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)
Tragédia! O planeta rendeu homenagens ao “Indião” como também era conhecida a Chape, equipe que bravamente vinha fazendo um belo campeonato brasileiro e corria sério “risco” de fazer história vencendo a Sulamericana e automaticamente se classificando para a Libertadores 2017.

Vai o nosso sonho, nosso Leicester, com um final muito diferente daquele do velho mundo, e fica o exemplo de superação e conquista. Entre retalhos, detalhes e histórias comoventes, um misto de orgulho de um time que o Brasil tinha abraçado na competição internacional e uma dor irreparável no nosso peito. Sim, dói! Basta ser um pouco humano que dói, mesmo longe. Sejam amantes ou não do futebol. Neste momento, não tem cor, não tem crença, não tem pudor, todos sofrem! Aliás, não é só futebol!

Força Chape!

E muita solidariedade aos colegas de profissão e tripulantes que embarcaram junto com os heróis de Chapecó. Mesmo de tão distante, nos resta solidarizar com tudo e todos que acreditam que a vida pode ser bem melhor e será.

Que fatalidades como estas, sem explicação, possam servir de lição. Não somos donos, sequer, do segundo seguinte de nossas vidas. Portanto, vivamos, intensamente, fazendo o bem, sem olhar a quem! Mas, infelizmente, neste momento, nosso sonho acabou.

Bruno Ferreira – Jornalista.