Não era pessimismo, era realismo! Por Luizinho Moreira

Em agosto de 2016, a menos de dois meses das eleições municipais, durante a discussão da Proposta Orçamentária para 2017, manifestei publicamente preocupações com a situação financeira do nosso município. Na oportunidade, todos os candidatos presentes foram alertados quanto à gravidade das contas públicas em função da crise no país.

Naquele período, contagiados pela emoção das eleições, vários deles acharam exagero e pessimismo da minha parte.  No entanto, na última segunda-feira (26), durante a Audiência Pública de Prestação de Contas de 2017, os pronunciamentos do Prefeito e dos seus Secretários confirmaram essa triste realidade.

A situação financeira e administrativa do município está, de fato, muito complicada. Não era pessimismo, como muitos disseram, era realismo. O caos é perceptível, dispensam longos comentários e relatos contábeis.

Por falta de recursos financeiros e o excesso de compromissos de despesas, a Prefeitura não consegue atender todas as demandas do município, o que acaba comprometendo os atendimentos básicos essenciais, principalmente a limpeza urbana e a manutenção de vias públicas. Infelizmente é uma realidade incontestável.

A situação é complicada. O gestor precisa criar formas para aumentar a arrecadação e, ao mesmo tempo, reduzir gastos. Porém, aumentar a arrecadação quer dizer sacrificar o cidadão que já anda arrochado; diminuir gastos significa reduzir os serviços prestados à população, além de afetar a sua qualidade.

E para aumentar a complicação, a falta de emprego faz crescer o número de pessoas a procura dos serviços públicos, sobretudo nas áreas da saúde, assistência social e educação. Um efeito cascata assustador.

Todavia, estes e outros fatores exigem compreensão e uma gestão com o máximo de concentração possível, além de um controle muito rigoroso.

Segundo alguns economistas, a situação econômica do país deve melhorar um pouco este ano. Apesar de não sentirmos isso até o momento, só nos resta crer e aguardar, porém, confiar desconfiando para evitar que a situação se agrave mais ainda.

por Luizinho Moreira.