Museu da Loucura exibe peças do acervo da Fundação Clóvis Salgado

O Museu da Loucura, em Barbacena, recebe até novembro a mostra “Recorte: Acervo da Fundação Clóvis Salgado”. As visitações podem ser feitas de terça a domingo, de 8h às 12h e de 13h às 18h, na Rua 14 de Agosto, no Bairro Floresta. A entrada é gratuita.

A mostra “Recorte” reúne obras modernistas e contemporâneas, resgatando trabalhos de Aretuza Moura; Carlos Wolney; Eymard Brandão; Fátima Pena; Inimá de Paula; Irma Renault; Jarbas Juarez; Lorenzato; Marcos Coelho Benjamin; Maria Helena Andrés; Mário Silésio; Petrônio Bax; Sara Ávila; Sérgio Nunes; Sônia Laboriau; Yara Tupinambá, além de obras sem título de Andréa Lanna, Antônio Julião, Lótus Lobo e Rodelnégio.

De acordo com o Subsecretário de Cultura, a Fundação Clóvis Salgado realiza adaptações às cidades e locais onde as pinturas e gravuras serão exibidas.

“Eles incluíram uma obra chamada ‘A Casa da Loucura Controlada’, de Marcos Coelho Benjamin, que dialoga com a história do antigo Hospital Colônia contada pelo nosso acervo”, disse.

Edson Brandão reforça que, além da história do primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais, o Museu da Loucura possui espaço multiuso para realização de exposições e atividades diversas.

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Aretuza Moura é uma das artistas com obras na mostra “Recorte” (Foto: Fundação Clóvis Salgado/Divulgação)

“O Museu ficou muito estigmatizado com a exposição permanente, mas é um local para as artes de uma forma geral. Temos espaço reservado para as exposições temporárias como qualquer outro museu. A pessoa visita o nosso acervo e depois curte outras abordagens, como atualmente a arte contemporânea mineira”, ressaltou.

De acordo com as informações da Fundação Clóvis Salgado, a exposição é resultado de uma parceria entre a instituição e a Prefeitura de Barbacena e faz parte da comemoração dos 20 anos de inauguração do Museu. A iniciativa pretende democratizar o acesso às artes visuais, levando ao interior do estado obras de seu acervo. E também amplia a interlocução cultural com os territórios mineiros porque diferentes municípios terão acesso às atividades culturais que, muitas vezes, ficam restritas à capital.

Informações G1