Mais de 1.500 casos prováveis em Barroso: Calor exige atenção redobrada para evitar a dengue

Os dias frios de inverno vão ficando para trás e, com isso, uma velha preocupação vai ganhando força: a dengue. Isso porque, com o calor, o mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti, encontra o ambiente ideal para se multiplicar.

Especialmente este ano, os casos de dengue vem sendo uma “dor de cabeça” para os barrosenses. Até 16 de setembro, já haviam 1.558 casos prováveis de dengue em Barroso, segundo o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-net), do Ministério da Saúde. O número é mais de 75 vezes maior que o de 2015, em que foram confirmados 20 casos de dengue.

A funcionária da Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Barroso, Quelita Chagas, explica que não há uma relação de casos confirmados. “Devido ao aumento dos casos de dengue, não trabalhamos mais com casos confirmados e sim casos prováveis. Os bairros mais infestados foram o Centro, Nova Barroso, São José e Jardim Bandeirante”, afirma Quelita, que acrescenta que não houveram casos confirmados de Chikungunya e nem de Zika Vírus na cidade.

A funcionária da Vigilância confirma que os casos de dengue devem aumentar com o calor, mas que medidas já estão sendo tomadas pela Prefeitura. “Já estamos trabalhando para combater o mosquito. No dia 9 de setembro foi realizado uma reunião com os Secretários Municipal para a implementação do Plano de Combate a Dengue”, explica.

O Plano Estratégico de Combate a Dengue, Chikungunya e Zika Vírus engloba: o controle de vetores; comunicação e mobilização social; assistência ao paciente em estrutura e recursos humanos; assistência ao paciente no fluxo de atendimento; regulação de leitos de internação; revisão de recursos necessários em caso de epidemia; sistema de monitoramento; e, por fim, o acionamento do Plano de Contingência Municipal Contra a Dengue, com o objetivo geral de evitar a ocorrência de óbitos pela doença na cidade.

Quelita afirmar que a melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. “Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. É muito importante que as pessoas recebam bem o Agente de Endemias em suas casas, pois eles são capacitados para verificar e orientar os moradores”, pede a funcionária da Vigilância.