Léo do Jovino

Anda meio sumido, sumidaço mesmo, um sorriso exagerado, de canto a canto da boca. Anda por aí, vagando e se acostumando com um sotaque mais carregado. Anda longe, bem longe das nossas minas e da nossa Minas. Mas a gente faz questão de procurar até encontrar, e encontra. Seja no meio das tardes geladas, lá na terra da garoa, ou entre os pilares dos poderes públicos da Guarulhos. Exato: São Paulo, entre o frio e a agitação que esquenta, está “perdido” um filho barrosense que nos faz rememorar a Barroso dos anos 90, da Focus, das festas na Praça, das Gincanas.

Por onde anda Jovino? Fácil! Montado ali na sua bicicletinha e com aquele sorriso escaldante nas esquinas. Não, não queremos dizer o pai. Falamos do filho. Então perguntemos diferente: Por onde anda o Léo, do Jovino? Agora faz sentido, agora sua mente se remete àquele sorriso grande e àquela voz alta. Sua memória te leva para o Sant’Ana, para o Arthur Napoleão e para o FAPI. Você fecha os olhos e vê ele ali, entre a educação escolar, o divertimento social nas gincanas, nos vôleis e nas brincadeiras da Praça e principalmente entre as guloseimas que eram servidas naquela barraquinha listrada em vermelho e branco que exalava um cheiro delicioso de batatas fritas. Trabalhador, como toda a família, nossa memória, quando fala de Léo do Jovino, se entrelaça entre vermelho, branco e uma série de cores que só o coração consegue enxergar. Lá está ele, entre carnavais, piadas e uma dose exagerada de sorrisos. Grande Léo, grandes saudades!

11011_10200421259207325_1705497288_nAliás, uma saudade que fica entre os quilômetros que separa Barroso e Guarulhos, onde mora hoje o pai de família, pai da Carolina, esposo da Dinni. Se ainda tem dúvidas, o filho da Beth do Jovino, irmão do Juliano, do André e do eterno Gabriel.

Com um pé e principalmente com as mãos na culinária, o matemático, hoje servidor público no estado paulista, fez das batatas de ontem, a pizza de hoje. Léo, que morou em Barroso por cerca de 20 anos, também tem a pizzaria Vettore em Guarulhos, onde continua cativando amizades, servindo qualidade e atuando nos palcos de teatro na Igreja Evangélica da qual, ao lado da esposa, faz parte. Filho ilustre, daqueles que a gente enche a boca para soletrar amigo, mas que anda sumido, sumidaço mesmo. Esqueceu Barroso? Jamais, o problema é que, se é que é problema, as pizzas no forno e os novos estudos da Teologia andam tirando o tempo de Léo e o afastando um pouco da Barroso que o espera de braços abertos. “Devido ao trabalho não tenho tido oportunidade de visitar Barroso com frequência, mas não deixo de acompanhar as notícias e os acontecimentos através da internet, principalmente no Barroso EM DIA”, diz.

E é assim a vida, e será, sempre que houver histórias, sempre que a gente encontrar por aí um barrosense ao léu, como tantos outros e como Léo. E mesmo que a internet insista em tentar amenizar a dor, nosso peito ainda sente o aperto de saudade quando rememora o menino trabalhador do Jovino. Daí, o que resta é torcer, abrir os braços, em forma de c, para que, no dia em que os estudos permitirem, Léo passe por aquele trevo, adentre a Praça e invada os ombros amigos que deixou por aqui.

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