ISLOÊNIO MOREIRA, A CARA DE BARROSO

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Um filho dedicado, marido amado, exemplo de pai, avô coruja e cruzeirense doente. Talvez você o conheça mais como o homem que, próximo ao Natal, distribuía balas e alegria pelas ruas da cidade, vestido de Papai Noel, do alto de um caminhão ou então dos Carnavais do Clube Recreativo Barrosense ou atualmente no bloco Boi Mamado, que até hoje faz questão de acompanhar vestido de mulher. Ou ainda das Terças Nobre do CRB, das peladas de amigos no Jardim Europa, da diretoria da ACIB, enfim… de alguma forma você tem que conhecê-lo. É uma figura emblemática que atende por Isloênio de Souza Moreira, ou simplesmente por Lene, a Cara de Barroso.

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Lene e a mãe

Filho de Terezinha de Souza Moreira e Abel Moreira, caçula de seis irmãos, Lene nasceu em Barroso, em um dia qualquer de setembro, há 56 anos. Bem cedo, começou a estudar e ingressou no Grupo de Lata, onde hoje funciona o Sant’Ana, quando a Dona Nina era diretora. Depois passou para o Grupo Francisco Antônio Pires, chamado de Grupo Velho, e foi nessa época que, aos 10 anos, começou a ajudar o pai nos serviços da fazenda, tirando leite, e na empresa ‘Aguada’, de extração de areia. Dos 14 para 15 anos, já dirigia caminhão e trabalhava duro. Seguiu na escola até o 2º ano do colegial no Ginásio, onde hoje é antigo FAPI, depois passou a se dedicar exclusivamente ao trabalho. Em 1980, o pai transferiu a firma para ele e para o irmão que foram sócios até 2000. Hoje, Lene administra a empresa junto com os três filhos.

E se começou a trabalhar novo, também foi muito jovem que conheceu seu amor que, depois do casamento em 1982, tornou-se Jaqueline Aparecida Moreira. Tiveram três filhos, que hoje seguem pelo mesmo caminho do pai, e já têm dois netinhos, Isabella, de três aninhos, e Miguel, que nasceu a menos de dois meses.

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Lene e família

Por falar em paixão, o amor pelo Cruzeiro nasceu já mais velho quando começou a jogar bola com um grupo de amigos no Jardim Europa, fundado pelo Zezé do Formiga, já que mais novo tinha que se dedicar ao estudo e ao trabalho. Tomou gosto por assistir e jogar futebol e a admiração pelo clube celeste foi imediata. Agora toda a família é cruzeirense. Lene também fez parte da turma da Terça Nobre do CRB, fundada pelo Delvécio. Aliás, foi nos tempos áureos do CRB que o amor pelo Carnaval cresceu. “Nunca gostei de sair da minha cidade para passar Carnaval fora. Eu achava a coisa mais ridícula essa atitude. Eu gostava e gosto da minha cidade. Até hoje, aos 56 anos, ainda brinco com o bloco do ‘Boi Mamado’ e me visto de mulher”, conta Lene que separa a peruca, os brincos e conta os dias para a folia. img189

E foi o bom humor que lhe rendeu o título de bom velhinho. Primeiro, para as reuniões em família, depois, atuando na diretoria da Acib, distribuindo presentes e doces pela cidade, conquistando sorrisos e distribuindo humildade, seu cartão postal.

Esse é o Lene que curtiu e colecionou histórias ao lado dos filhos do Zé Cândido e que aproveita e curte a vida colecionando amizades, seja do Zezé do Formiga, do Rato, do Ferreira, do Bodoque, do Delvécio, do Ronaldo Ferreira, do Elber Cunha, do Seu Ercílio, enfim, é ele, o Lene, sem igual. O Papai Noel quando aproxima dezembro, a mulher,  quando o Carnaval invade fevereiro, a criança no dia a dia e o homem de fé para sempre.