O golpe de clonagem do WhatsApp, que já deixou um rastro de vítimas por Espírito Santo, Maranhão, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, chegou a Minas. A Polícia Civil confirma a investigação de casos ocorridos no Estado, mas os trabalhos seguem sob sigilo. Em Belo Horizonte, um empresário do ramo da construção relata prejuízo de mais de R$ 7.500. Neste tipo de golpe, fraudadores clonam o WhatsApp da vítima para pedir a amigos e familiares a tranferência de altas quantias de dinheiro, com a promessa de retornar o pagamento no dia seguinte.

Segundo a Polícia Civil, nesses casos não há clonagem do número de telefone, mas os estelionatários desabilitam o chip da vítima, para depois habilitarem o número em outros chips. Caso a vítima não tenha realizado a verificação em duas etapas do WhatsApp (uma atualização de segurança), os golpistas conseguem clonar a conta nesse aplicativo. Durante as investigação de casos com esse tipo de ação no Espírito Santo, levantou-se a suspeita de que funcionários de operadoras estejam envolvidos no esquema, conforme mostrou a reportagem do Hoje em Dia no dia 7 deste agosto.

Como se prevenir

A principal orientação para se proteger desse tipo de clonagem é fazer a atualização de segurança ou verificação em duas etapas (veja quadro abaixo). O especialista em tecnologia, Ronaldo Prass, alerta ainda que, além da atualização do WhatsApp, o ideal é a pessoa ter uma conta de e.mail diferente da informada na ficha de dados da operadora para receber o link da nova senha. “Se a pessoa colocar o mesmo e.mail informado para operadora, é só uma etapa a mais para o golpista habilitar o celular da vítima. Então, tenha uma conta só para isso. É um pouco chato, mas segurança não tem preço”, orienta.

Ronaldo Brass ainda critica o acesso que os atendentes tanto das operadoras quanto os terceirizados têm aos dados dos clientes. “Nos casos atuais, se você observar, as vítimas são sempre pessoas com dinheiro, advogados, médicos… As vítimas são escolhidas a dedo por causa do valor da conta de telefone. Dados aos quais os atendentes têm acesso”, explica.

O especialista em tecnologia reforça que é preciso ter bom senso quando se recebe uma mensagem pedindo a transferência de qualquer quantia. “Não se pode dar credibilidade demais ao WhatsApp. É preciso verificar com a pessoa pessoalmente antes de fazer a transferência”, orienta.

Para quem foi vítima do golpe, a orientação é procurar a Polícia Civil e fazer a denúncia.

Saiba como fazer a atualização de segurança ou verificação em duas etapas: 

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