Fim das carreatas e dos foguetórios

A edição 164 deste jornal, com magistral editorial do Editor Chefe, trouxe-nos a alvissareira notícia do fim das idiotas carreatas e dos estúpidos foguetórios pré e pós-eleitorais. Graças à oportuna decisão da meritíssima Juíza de Direito e Eleitoral da Comarca de Barroso. Dra. Valéria  Possa Dornellas, em reunião com membros do Poder Judiciário, da Polícia Militar, e das coligações de partidos políticos, finalmente Barroso pode usufruir de salutar silêncio durante o período pré e pós-eleitoral. Ficam proibidas carreatas e foguetórios que, além de poluírem o meio ambiente acústico e visual da cidade com barulhos ensurdecedores, são uma forma cretina de se fazer despesas inúteis e perigosas.

Aliás, tais carreatas e foguetórios barulhentos deveriam ser proibidos em quaisquer outras circunstâncias, já que seus possíveis riscos de acidentes e os incômodos que provocam são sempre os mesmos. É uma pena que ainda ficaram os carros de som com “jingles” de péssima qualidade musical e mensagens, em sua maioria, sem qualquer conteúdo aproveitável. É a mesmice de sempre, repetida à exaustão, e altos falantes em volumes sonoros que, gritando na Praça Santana, podem ser ouvidos no Bairro do Rosário,  e fazem tremer as vidraças nas casas da redondeza.

Infelizmente, também, ainda continuou o carnaval dos “santinhos” e as mensagens, às vezes mal escritas e sem qualquer proposta nova, espalhados às centenas nas ruas, jogadas em nossas varandas e garagens, enfiadas debaixo das nossas portas, e deixando a cidade suja de papel colorido com retratos de pessoas desconhecidas postulando seu voto.

Será que candidatos sérios e realmente aptos para uma função pública acreditam que conquistarão algum voto com esta lamentável poluição das ruas? Cadê as propostas inovadoras e factíveis de medidas úteis para a cidade? Já foi o tempo em que eleitores simplórios acreditavam na possibilidade de ganharem um lote na lua… Bom seria se a nova administração municipal – prefeito e vereadores – convertesse em lei municipal uma regulamentação, homologada pela Justiça Eleitoral da Comarca, definindo tudo que será e tudo que não será permitido em futuras eleições. Se isto não for feito, de acordo com um jargão popular “tudo que não é proibido é permitido”, e vamos continuar sujando Barroso nas épocas de eleições.

 

Por Paulo Terra