Quando algo, que leva o nome da sua cidade, seja ele público ou privado, não sai da forma que deveria, todos nós, no caso os barrosenses, saímos perdendo. Não só os responsáveis ou organizadores por esta ou por aquela festividade, mas toda uma sociedade que se orgulha dos eventos do seu município.

Quando uma Exposição, que já carrega o status de tradicional, vira alvo de inúmeras críticas e deixa a desejar, em vários segmentos, todos nós,  governantes ou população ativa, fracassamos. Não existe motivo de comemoração, até porque não ganhamos quando o outro perde, muito pelo contrário. Todos nós perdemos de alguma maneira. O capital de evento e turismo não gira e inúmeros estabelecimentos do município são afetados.

O ideal era termos hoteis e supermercados lotados, restaurantes e lojas movimentadas, como acontece, por exemplo, no Encontro de Jipeiros, quando uma cidade recebe turistas e cidadãos que investem no povo que consequentemente fará com que este investimento gire dentro do próprio município. Uma engrenagem positiva e fortuita. No entanto, este é o risco da chamada licitação. O menor preço, o menor valor, nem sempre é ou será o melhor serviço prestado.

Daí o risco da terceirização de eventos que, por sinal, foi uma grande atitude dado o fato de o executivo não ter condições de realizar festas. Que fique o exemplo e a experiência do acontecido. É preciso que uma nova modalidade e um novo formato, debatidos junto com a sociedade, sejam colocados em prática.

Terceirizar é novo. É normal errar. O que temos que fazer é aprender para que a nossa cidade, não essa ou aquela administração, não saia perdendo. Não se iluda. Não existe fracasso deste ou daquele governo. Existe sim uma Barroso que perde, e isso nós não queremos.

por Bruno Ferreira