Eleições municipais à vista

De um modo geral culpamos os políticos das administrações federal e estadual pela má gestão da economia, da educação, da segurança pública e da mobilidade urbana, e dos mais variados problemas do nosso dia a dia. Ao fazermos isso, nos esquecemos que o país acontece nos municípios. As mazelas federais e estaduais começam a acontecer nos municípios, em grande parte mal administrados porque prefeitos e vereadores, responsáveis pela gestão da coisa pública municipal, atuam na base do compadrio, da troca de favores, do pagamento de promessas de campanha a cabos eleitorais, com distribuição de cargos em comissão,  em geral com altos salários, sem concurso e nem sempre com a devida competência para exercício da função. Daí que a mesma coisa venha a acontecer com os ocupantes dos poderes executivo e legislativo em nível federal e estadual.

Quem elege prefeito e vereadores é o povão que, durante as campanhas eleitorais, nunca é informado sobre que pessoas os futuros prefeito e vereadores pretendem nomear para serem seus assessores e quais as qualificações dessas pessoas – além do compadrio – para ocuparem os cargos em comissão. Não tenho dúvida de que se os eleitores souberem as pessoas que o candidato a prefeito pretende nomear, se for eleito, perderão ou ganharão muitos votos, poque o eleitor não estará votando ou deixando de votar apenas no candidato, mas também nos que serão, sem voto algum, os seus auxiliares diretos. Infelizmente a experiência de Barroso e de grande parte dos municípios, ao longo dos meus anos de eleitor desde 1954, não é muito gratificante no que se refere à seriedade e idoneidade comportamental de alguns ocupantes de cargos em comissão que, como o povo sabe ou pensa saber, utilizaram os cargos para benefício próprio.

Para nós barrosenses estão colocados, neste ano, os nomes de dois candidatos a prefeito. Ambos são cidadãos respeitáveis e respeitados, com larga folha de serviços prestados à nossa cidade, e com competência e experiência para exercer o mandato de prefeito. Mas… Sempre há um MAS! Qualquer um dos dois que for eleito só terá sucesso se, como gestor da coisa pública, tiver o apoio de uma equipe competente e honesta. Caso contrário terá seu nome, como gestor, conspurcado por falcatruas praticadas à sua sombra, à sua revelia, talvez até com envolvimento do próprio nome por algum auxiliar inescrupuloso.

Por Paulo Terra