Delegado garante que o Crime da Cadeinha não está encerrado

Rua onde o corpo foi encontrado

Alguém se lembra do assassinato da jovem Eloíza Fernanda da Silva, de 21 anos, moradora do Bedeschi, em 22 de dezembro de 2012? A reportagem do jornal sim. Com o intuito de obter novidades sobre o caso, o Barroso EM DIA entrou em contato com o Delegado Alexsander Soarez Diniz, que garantiu que a investigação não está encerrada.

“O trágico Crime da Cadeinha não está encerrado não”, garante o Delegado que relata que agora estão com mais tempo. “Estamos também atendendo o município de Dores de Campos”, diz Alexsander que conta que estava tentando junto ao Ministério Público e ao Judiciário a expedição de mandado de internação de dois adolescentes recentemente envolvidos em atos infracionais graves, ocorridos em Barroso. “Estamos aguardando a liberação das vagas solicitadas pela justiça”, diz.

Ele acrescenta ainda o fato de terem ocorrido crimes contra o patrimônio, furtos e roubos, principalmente no último feriadão. “Isso também nos preocupa e estamos dando atenção na identificação dos autores e na recuperação dos objetos subtraídos”, relata.
“Outro objetivo nosso é reativar o posto de identificação, já que agora temos espaço para as instalações. Aguardo orientação do Instituto de Identificação e parceria com a prefeitura para algumas adaptações na área onde o posto funcionará”, relata. “Temos muito trabalho para atender à demanda acumulada do passado, mas não falta disposição e boa vontade da atual da equipe de policiais civis de Barroso”, diz o delegado que foi questionado pela reportagem acerca da disponibilidade dos profissionais da instituição para se dedicarem aos casos que são de demanda da Polícia Civil após a desativação da Cadeia Pública.

Ainda no que diz respeito ao Crime da Cadeinha, que teria acontecido na madrugada da sexta-feira, 20 de dezembro, quando a jovem, de acordo com posts da internet, teria desaparecido, Alexsander esclarece que não pode dar mais detalhes, mas garante que o caso não está encerrado.

O CRIME

Eloíza foi encontrada jogada num matagal na Rua da Cadeinha, atrás do hospital, com indícios de estrangulamento por uma corda. Oito meses depois, em agosto de 2013, os exames feitos pelo Instituto Médico Legal (IML), de Belo Horizonte, com o material recolhido do corpo da vítima, foram entregues à Polícia Civil de Barroso. Além da demora do laudo, oito meses, nenhuma evidência que pudesse apontar o assassino também foi encontrada.

FAMÍLIA

Quem também não esqueceu, não esquece e não esquecerá o Crime da Cadeinha é a senhora Neide Maria Rodrigues Silva, mãe de Eloíza. Em entrevista à reportagem do jornal Barroso EM DIA, na época, quase um ano depois da morte da filha, ela disse que não existe crime perfeito, que perfeito é Deus. “Uma hora a verdade aparecerá. Confio plenamente em Deus e ele mostrará à Polícia os caminhos para achar este assassino”, diz. “Se não fosse minha neta, não queria nem estar neste mundo. Vivo e estou viva por causa dela. É um anjo, presente de Deus”, desabafa em lágrimas, por telefone, a senhora Neide que pede que seja feita justiça no caso que tirou a vida da filha.