Crime contra mulheres aumenta em Minas Gerais

O feminicídio – homicídio de mulheres motivado por violência doméstica – teve um aumento de 29% nos últimos três anos – de 335 para 433 casos em Minas Gerais. Os números são ainda maiores se somadas as mulheres vítimas de homicídios consumados ou não, muitos deles também motivados por questões de gênero. Em todo o ano passado, foram quase 1.400 casos no Estado, média de cinco vítimas mortas ou feridas diariamente.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (16) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A secretaria não deu dados de feminicídio referentes a 2018. Ainda segundo a Sesp, o banco de dados estadual considera feminicídio somente o crime praticado por violência doméstica e familiar. As demais ocorrências, como menosprezo e discriminação à condição de mulher, previstas na Lei Federal 13.104, sancionada há três anos, ainda são enquadradas como homicídio “por falta de filtros técnicos”, segundo o órgão. Se fossem classificadas como feminicídio, os autores dos crimes poderiam ter punição mais severa.

BARROSO

Quando o assunto é crime contra a mulher, vem à tona o Crime da Cadeinha, quando a jovem Eloíza Fernanda da Silva, de 21 anos, moradora do Bedeschi, foi assassinada em uma rua atrás do Hospital. O crime ocorreu em 22 de dezembro de 2012 e até hoje autoridades não tem pistas e suspeitos de quem matou Eloíza.

A reportagem está tentando contato com o Delegado Alexsander Soares Diniz para saber se existe, depois que a Cadeia Pública foi desativada, alguma novidade sobre a investigação do caso. Na época, quando a Cadeia foi fechada, o Delegado afirmou que teria mais tempo para se dedicar as investigações.