COTA, VIRA O DISCO…

PEB 1Trabalho habilidoso da artista plástica Sônia Arruda que retrata Cota, senhora que em Barroso se popularizou pelo amor platônico por Waldemiro. Ela se pintava de forma exagerada e não se cansava de falar dos encontros imaginários com seu amado. No entanto, a vida nem sempre foi feita de amores para Cota, pois o jornal Progresso de Barroso, em janeiro de 1965, revelava atitudes pouco civilizadas da sociedade da época: “Há muitos anos, anda pelas ruas de nossa cidade esta pobre senhora, idosa, clemente, que vive a angariar não só esmolas bem como sua subsistência. Esta é censurada por pessoas velhas, crianças e jovens, chegando a lançarem pedras contra a infeliz criatura. Oh, jovem! Pense no teu futuro, nos teus 70 anos, que não serão os 15 nem os 18. Medite um pouco. Em vez de criticá-la, ajude-a, dando-a um conforto espiritual e se possível um material. Senhores pais, corrijam seus filhos. Não os deixe praticar ações como estas.” E quando a Cota resolveu virar o disco, desapareceu deixando um mistério de sua identidade. Levou consigo a paixão e as flores que nunca entregou a Waldemiro…

Fundo do Baú por Welington Tibério