Com salários atrasados, médicos fazem paralisação parcial no Hospital de Barroso

Os médicos plantonistas do pronto-atendimento do hospital de Barroso estão atendendo apenas casos de urgência e emergência, a partir desta quarta-feira (2). O motivo foi o não pagamento do salário referente ao mês de setembro, que venceu no dia 20 de outubro.

hospitalDe acordo com informações repassadas pela assessoria jurídica à gerente administrativa do Instituto Nossa Senhora do Carmo, Regina Ferreira, a Prefeitura prometeu depositar o recurso na segunda-feira (7). O G1 procurou fontes da Prefeitura de Barroso, mas não localizou quem pudesse repassar um posicionamento sobre a situação.

O coordenador de Urgência e Emergência do hospital vinculado do Instituto Nossa Senhora do Carmo, Flávio Henrique Melo, disse que os 15 médicos que trabalham em turnos de 12h e 24h, se reuniram na terça (1º) e decidiram formalizar a decisão à Coordenadoria e à Administração.

“O pagamento é feito entre os dias 20 e 25. Além de não ter sido feito, os médicos não receberam uma previsão de quitação. Por isso decidiram pela suspensão parcial até que o salário seja pago. Eles concordaram em manter os atendimentos de urgência e emergência e seguir a escala preestabelecida para este mês.”, explicou.

A gerente administrativa destacou que a direção está em busca da quitação do pagamento. A suspensão parcial de atendimentos foi comunicada por correspondência à Promotoria, à Secretaria Municipal de Saúde e à Prefeitura.

“Nós ainda não pagamos porque não recebemos o repasse do poder público, estimado em cerca de R$ 190 mil referentes a subvenções e pagamentos de serviços prestados no mesmo período. A Prefeitura alega que foi impacto da crise financeira. Por isso, fomos comunicados por e-mail nesta terça (1º) que os médicos plantonistas seguiriam o protocolo de Manchester e atenderiam os casos mais graves”, disse.

Segundo a gerente administrativa, esta é a primeira paralisação parcial em 57 anos de existência no Hospital que é 70% Sistema Único de Saúde (SUS). “O nosso pronto-atendimento funciona 24 horas. Mensalmente realizamos entre três mil e cinco mil consultas, de pacientes de Barroso e também de Dores de Campos. Agora quem não for urgência, terá que procurar os postos de saúde”, disse Regina Ferreira.

 

Informações G1