Bope criado pela PM em Minas começa atuar na região

A ação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em Carandaí, no Campo das Vertentes, registrada nesta quarta-feira (5), foi uma demonstração da nova estrutura da Polícia Militar (PM) em Minas Gerais. Em setembro, começou a transição que irá centralizar  em em Belo Horizonte, como Bope, o Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) e a Cavalaria. Com isso, eles serão extintos nas cidades de interior onde existiam, como Juiz de Fora por exemplo.

Na Zona da Mata e Campo das Vertentes, atuam a 4ª Região da PM (RPM), com sede em Juiz de Fora e a 13ª RPM, com sede em Barbacena.

“Já estamos no período de adaptação dos comandos subordinados. É uma reengenharia do processo interno da PM, após mais de um ano de estudo feito por uma comissão. A meta é servir melhor a comunidade, a partir do melhor atendimento às questões especializadas e aumentar a quantidade de policiais para atender as ocorrências nas cidades”, explicou  o chefe da Sala de Imprensa da PM de Minas Gerais, capitão Flávio Santiago.

Atendimento
Segundo capitão Santiago, o Bope pode fazer atendimento em qualquer lugar do Estado. “Temos equipes de plantão e após acionamento, nossos militares podem chegar às regiões em 1h20 com as nossas dez aeronaves. O custeio de manutenção de uma Cavalaria é elevado. Quando houver a necessidade de presença na segurança de um evento, a de Belo Horizonte fará o atendimento, inclusive em situações específicas no interior”, explicou.

Os policiais que atuavam nos dois setores serão deslocados para outras funções nas cidades de origem. “Ao pertencer ao Gate e à Cavalaria, exigia deste militar uma carga de treinamento que inviabilizava a escala. Agora, eles vão passar a compor o policiamento ordinário, desta forma as cidades ganham mais policiais nas ruas para atendimento à população e atuar no processo repressivo”, afirmou o capitão.

O período de transição deve durar 90 dias. O Bope irá concentrar os militares especializados para atendimentos mais complexos. “Para integrar, o policial terá que passar por um curso de capacitação que oferece a formação necessária e equivale uma pós-graduação. Eles vão atuar em casos de sequestro, detonação de artefatos explosivos, negociações e apoio ao policiamento em casos mais complexos”, disse.

Capitão Santiago destacou que o Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) continua com as atividades em Juiz de Fora. “São as equipes que realizam o primeiro atendimento às ocorrências de maior vulto. Se for necessária uma ação mais qualificada e especializada, será acionado o Bope para ir até o local”, comentou.

 

Informações G1