‘Bituca’, Universidade da Música Popular abre inscrições para turma de 2018-2019 em Barbacena

O Grupo Ponto de Partida anunciou a retomada das atividades da Bituca, a Universidade da Música Popular, um dos projetos desenvolvidos na Estação, em Barbacena.

As inscrições para as 160 vagas da turma de 2018-2019 são gratuitas e começam na próxima quinta-feira (7). O formulário e as orientações para o envio pelo correio estão no site da escola. O AR assinado e devolvido será o comprovante da inscrição. O prazo termina em 9 de julho.

Quem optar por se inscrever presencialmente, além da sede do Ponto de Partida, pode se dirigir à própria escola à Rua Luis Delbem, 428, Estação Ponto de Partida, antiga Sericícola, em Barbacena.

A última inscrição ocorreu em 2014 para a turma de 2015, como explica o diretor musical do grupo Pablo Bertola.

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“Por causa da crise, dos problemas com as leis de incentivo, a gente ficou sem condição de abrir a escola. Agora com a parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e Governo de Minas, vamos retomar nossas atividades”, explicou em entrevista ao G1.

Para comemorar, está prevista a primeira apresentação de Lenine em Barbacena, às 20h na sede da Bituca. Os ingressos já estão esgotados.

“Foi tão doloroso ter que fechar e batalhamos tanto para reabrir, que só faz sentido se tiver festa e comemorando. A gente estava ‘namorando’ o Lenine há anos para vir aqui e coincidiu de ser possível. Nosso objetivo é movimentar Barbacena culturalmente e estamos muito felizes de ser com ele”, disse Bertola.

Escola em construção

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Os alunos concorrem a 160 vagas nos cursos regulares: Guitarra & Violão, com o mestre Leandro do Carmo, Baixo elétrico & Acústico, com Enéias Xavier, Bateria, com Gladston Vieira, Piano & Teclado, com Felipe Moreira, Percussão, com Serginho Silva, Canto, com Andréa Amendoeira, Engenharia de Áudio & Produção Musical, com César Santos.

A Bituca só aceita iniciantes para os cursos de baixo, percussão, piano & teclado. Todos os aprendizes precisam frequenter a formação complementar que compreende: Musicalização pelo método Kodaly e Harmonia, com o húngaro Ian Guest, Percepção musical, com Felipe Moreira, Prática de conjunto, com Mauro Rodrigues, Pitágoras Silveira e Ponto de Partida, Preparação para o palco, produção e ética, com o Ponto de Partida, Improvisação e criação, com todos os mestres.

No último processo seletivo, a Bituca recebeu inscrições de candidatos de 146 cidades, dez estados e quatro países para as aulas semanais.

O diretor musical do Ponto de Partida destaca que o talento é o maior critério para ingressar na escola. As audições serão realizadas em agosto na escola.

“Não tem escolaridade, idade, gênero, raça. A gente não cobra nem taxa de inscrição. Nestes 14 anos, nossa forma de selecionar é uma pessoa do Ponto de Partida e o mestre do instrumento ouvir cada candidato individualmente. A gente quer perceber o que as pessoas conhecem de música, há muitas que não sabem o tanto que conhecem. Já tivemos muitas surpresas boas”, comentou.

Atualmente, 85% dos alunos estão no mercado de trabalho. E vão encontrar pessoas que já percorreram este caminho. “O Pitágoras Silveira foi um dos ‘Meninos de Araçuari’ e agora é mestre e coordenador da escola. O Gladston Vieira é ex-aluno da primeira turma, se formou, ganhou prêmios e agora está assumindo a cadeira de bateria. Não tem preço para gente ver estes alunos, estes frutos do projeto”, destacou Pablo Bertola.

E as novidades serão os cursos Palavra Poética, para estudo e composição de letras, que terá os mestres Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe e João Bandeira.

“A gente está muito preocupado com a letra da canção rasileira, a gente precisa cuidar deste legado, porque o cancioneiro brasileiro é lindo. A gente vai fazer este curso em quatro módulos, com professores convidados”, destacou Bertola.

Neste ciclo, estão previstos os encontros de Música Avançada com o violonista Marco Pereira, o pianista Nelson Ayres e o baterista Ricardo Mosca e o workshop de Produção e Gestão de Carreira com Marcos Portinari, sócio e empresário do bandolinista Hamilton de Holanda.

“Em todos estes anos, percebemos a importância de trazer pessoas que estão na ativa para mostrar todo o trabalho além do talento, o que é preciso extra música para fazer com que a carreira aconteça. Nossos alunos ficam animados porque percebem que se houve jeito para um, tem para eles também”, comentou o diretor musical do grupo Ponto de Partida.

Bituca

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A escola gratuita, que oferece formação com caráter profissionalizante, foi instalada na antiga escola de ofício das operárias, no terreno da antiga Sericícola, restaurado pelo Grupo Ponto de Partida. O nome veio do apelido do padrinho do projeto, o músico mineiro Milton Nascimento.

O conjunto foi restaurado pelo Ponto de Partida e parceiros e tonrou-se um centro cultural, onde estão localizadas também a Casa do Ponto e a Casa Palavra. É cercado por nacos de mata Atlântica e um jardim de 5 mil metros quadrados, criado em parceria com o Inhotim.

A Escola mantém ainda um estúdio de gravação com tecnologia de ponta, onde abriga aula de engenharia de áudio e produção musical, um piano de cauda para concertos e gravações, um baixo acústico e instrumentos de todos os cursos que oferece.

Um salão de 180 lugares, de múltiplos usos, equipado para realização de shows, concertos, oficinas, seminários, lançamentos, exposições, exibição audiovisual; biblioteca, audioteca, sala multimídia e espaços de convivência.

Informações G1