Agências de Barroso aderem à greve dos bancários

Bancários de todo o país começam na terça-feira, 6 de setembro, a aderir a greve por tempo indeterminado, aprovada em assembléia no dia 1º de setembro. No início do dia, pelo menos 11 estados e o Distrito Federal tinham agências fechadas.

O Barroso EM DIA entrou em contato com as três agências bancárias da cidade, na manhã desta terça-feira, para saber posição de cada uma com relação a paralisação.

O Bradesco confirmou a adesão a greve e já fixou cartazes sobre a paralisação na fachada da agência. Segundo a caixa Pâmela Rangel, a adesão é uma determinação do Sindicato da categoria, de Barbacena, que visitou a agência nesta manhã e orientou sobre a greve.

A agência Itaú também já permaneceu fechada nesta manhã. “Recebendo agora o Sindicato de Barbacena, que nos orientou para aderir a greve”, afirma o gerente, Pedro Celso. “Não haverá atendimento interno, mas os funcionários estão auxiliando nos caixas eletrônicos”.

O Banco do Brasil também ficará fechado nesta terça, mas segundo um funcionário não é possível saber se permanecerá fechado nos próximos dias, porque o Sindicato ainda está decidindo sobre o tema.

A última paralisação dos bancários ocorreu em outubro do ano passado. As três agências barrosenses ficaram fechadas do dia 06 ao dia 26.

Atendimento

Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra que os clientes podem utilizar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Reivindicações
A categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para o bolso de cada bancário.
Os bancários querem reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

Segundo a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban, o braço sindical dos bancos), a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.
“É importante ressaltar que as soluções encontradas na mesa de negociação variam conforme a conjuntura econômica e que a proposta apresentada neste ano responde a condições específicas pela qual passa a economia brasileira”, diz a entidade.