A união faz a força!

Recentemente, em uma visita ao litoral brasileiro, pude presenciar uma cena para a qual me falta adjetivos para qualificá-la, talvez emocionante, talvez solidária, talvez surpreendente, enfim, algo do qual, por alguns segundos, em plena revolta de classes, me fez ter orgulho do nosso país.

Em meio à uma multidão, ricos, pobres, negros e brancos, todos, em momento de lazer, começam as palmas, muitas palmas, que aumentam e aumentam cada vez mais ali, na areia da praia, na beira do mar.

Para minha surpresa, o que parecia ser um ato de comemoração, tão comum em festividades, era um trabalho solidário, de todos em busca da mãe da criança que, em meio àquela multidão, havia se perdido. Exatamente: toda a população, em férias, junta, através das palmas, mesmo sem ninguém conhecer ninguém, “trabalhava” em harmonia, sincronia, para que o filho encontrasse seus pais. E em questão de segundos, com a ajuda de todos, em prol de um único objetivo, lá estavam pais e filhos se abraçando novamente.

Fantástico, talvez seja um adjetivo mais propício para aquela cena que se repetiu algumas vezes e me deixava ansioso por um final feliz, com as palmas já mais calorosas.

O exemplo pode parecer piegas, socialista, ou o que você quiser, mas é, sem dúvida, um modelo de que uma sociedade organizada consegue atingir seus objetivos.

Quando há um alvo, um objetivo em comum, e todos trabalham com harmonia, a vitória é certa. Assim, no auge da minha inocência, imagino que deveria ser nossa classe, seja subalterna ou elitizada, ou seja, em prol do bem comum, sem depender das autoridades, como os pais da praia não dependeram dos bombeiros ou salva-vidas.

Podemos e devemos, sem ficar esperando os políticos e autoridades, nos organizarmos e conseguirmos encontrar e unir pais e filhos novamente, como o momento na praia que me fez arrepiar e serviu de exemplo. Que assim seja, em prol da nossa cidade que sinceramente aparenta estar triste. Que possamos entrar sim nessa onda/campanha: eu amo Barroso, eu gosto de Barroso, eu quero uma Barroso melhor.

Mas antes que os dedos fanáticos, nervosos e mordidos apontem para nossa direção, re- lembremos e reforcemos que todo este trabalho em conjunto e harmônico nada tem a ver com o papel da imprensa, de cobrar, de criticar, de apontar os erros, que também não deixa de ser uma forma de bater palmas, de ajudar. Como meio de comunicação, nos comprometemos, como sempre fizemos, estamos prontos a colaborar e a ajudar, mas, atenção, da nossa forma, fazendo jornalismo, mostrando os erros para que sejam corrigidos, ouvindo a população, maior interessada, e principalmente ressaltando o que for digno de aplausos. Cobrar é um dos pontos altos da comunicação e sempre vamos cobrar o que foi prometido. É fazendo este trabalho que também estaremos contribuindo com a sociedade.

Estaremos aqui, todos os dias, atentos às diversidades e em prol da cidade e das pessoas de bem que aqui vivem e sempre quiseram o melhor para o nosso município.

por Bruno Ferreira