A questão ambiental está na pauta dos políticos barrosenses?

Em ano eleitoral promessa não falta, tem de tudo, algumas são cômicas e as vezes insultam nossa inteligência, mas o que da fato me preocupa são as propostas concretas que irão afetar positivamente a vida dos barrosenses, em particular, em função da minha área de atuação, a questão ambiental.

O Rio das Mortes e todo o seu sistema hídrico se destaca, por tudo que já falei em outros momentos no próprio site desse jornal.

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Uma avaliação dos governos anteriores, todos eles, o Rio nunca foi pauta de ações reais, o esgoto é lançado in natura, programa de educação ambiental é tímido ou insipiente, recuperação da mata ciliar só no papel… Resumindo nunca se fez nada pelo principal curso de água do município.

Irão fazer? Não me façam perguntas difíceis…

Teoricamente, há propostas…

Por questões éticas, morais, ambientais e sociais se faz necessário adoção de ações concretas, como:

– Construção das estações de tratamento de esgoto e colocar em funcionamento a que existe, pois isso reflete na qualidade da água e diminui o risco de contaminação por ‘n’ doenças vinculadas pela água contaminada.

– Recuperação da mata ciliar é vital para garantir a quantidade e qualidade da água no rio, bem como recursos pesqueiros, potencial para o ecoturismo etc.

– Programa de educação ambiental, que não seja pontual, com ações restritas a datas específicas (dia do meio ambiente e dia da árvore), mas que seja um programa transversal, seja na educação formal (escolas) e informal (associações de bairros, igrejas, ONGs, empresas etc.), agregando valores éticos, ambientais e sociais.

– Política clara de captação de recursos para tais ações, e parcerias com empresas que possuem passivos ambientais, que usem dos recursos naturais do município e que tenham responsabilidade ambiental, mas por gentileza, não serve aqui esmola, por favor.

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Portanto, a questão ambiental é necessidade, a própria comunidade já disse isso, então que aquele que ganhar, que possa fazer história na área ambiental, colocando em prática as ações necessárias, e que estas não se tornem terciárias ao longo do governo.

 

Por Marcos Magalhães