A CORRUPÇÃO POLÍTICA, POR LUIZINHO MOREIRA

O problema da corrupção política no país não é exclusivo de um só partido ou de um só governo. Está na Petrobrás da mesma forma que no mensalão em Minas, no metrô de São Paulo, em vários comandos… Não podemos generalizar, seria leviano dizer que o partido A, B ou C é totalmente corrupto.  Há pessoas comprometidas com ideais e programas em todos os partidos, porém, lamentavelmente, estão todos manchados perante os atuais acontecimentos.

Revelações de corrupção surgem de quase todas as siglas partidárias. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, afirmou em delação premiada, que pagou propina a vários políticos do PT, PSDB, DEM, PP, etc., etc. Por isso, todos precisam ser abordados, investigados e julgados da mesma forma. Sem discriminação.

É inegável, que uma boa parte da mídia só está vendo e divulgando um lado dos acontecimentos, reproduzindo as informações e opiniões de forma parcial. Por outro lado, a justiça brasileira vem falhando nessas apurações, deixando-nos com o sentimento de que há, realmente, uma justiça seletiva, e que a manipulação econômica e política são reais e constantes a cada escândalo que brota.

Tenho repetido, sempre, em meus comentários: O que é certo é certo! O que e errado é errado! Independente de onde venha, e de quem venha! O que é certo deve ser divulgado, defendido e exaltado. O que é errado precisa ser punido. Dessa forma, acredito que podemos contribuir para dar um rumo certo ao nosso país. Não podemos fechar os olhos para a realidade, diante desses graves acontecimentos, em nome da defesa de uma ideologia política.

Resta-nos esperar que prevaleça, verdadeiramente, a JUSTIÇA! Que não se deixe o poder econômico e político imperar sobre os fatos. Que sintamos orgulho da justiça brasileira ao enquadrar TODOS os políticos corruptos dos governos e partidos A, B ou C, de forma implacável, justa, jamais seletiva. A corrupção do passado não pode ser tratada diferente da atual, e vice-versa.  A corrupção, as negociatas, as tramóias, principalmente nas entidades, não podem ser o preço de um pseudo Brasil melhor.

 

Por Luizinho Moreira